A verdade sobre Mirassol

Por Adriano Nascimento*

A comunicação foi e continua sendo o principal instrumento de evolução da espécie humana. A capacidade de interagir de maneira racional e planejada nos tornou quem somos. Tudo ficou ainda mais amplo com o surgimento da escrita, o que possibilitou o registro histórico de épocas, experiências, arte, notícias etc. E por isso, foi através do acúmulo de conhecimento registrado através dela, que os principais marcos evolutivos da humanidade foram possíveis.

Nesse contexto, a invenção da internet foi um salto gigantesco para a transformação na forma de nos comunicarmos. Com ela, a velocidade com que as notícias chegam e a praticidade em trocar mensagens instantâneas fizeram com que o volume de informações se tornasse impossível de ser acompanhado.

Com o aumento exponencial das trocas de mensagens instantâneas, a forma de se noticiar os assuntos do cotidiano também buscou um formato instantâneo, com chamadas impactantes e títulos sensacionalistas, como o desse artigo.

Isso fez com que as pessoas tendessem a formar suas opiniões lendo apenas o título da “notícia” e repassassem para seus grupos e contatos nas redes sociais. O que possibilitou o surgimento de verdadeiras máquinas de desinformação, as famigeradas fake news.

Na definição, fake news ou notícias falsas são uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais.

Segundo estudo realizado pela Kaspersky, empresa global de cybersegurança, em parceria com a empresa CORPA, na América Latina, 6 em cada 10 brasileiros não sabem reconhecer uma fake news. Esse dado denuncia o risco que as fake news trazem à sociedade, uma vez que mais da metade da população está sendo vítima de manipulação e acaba sendo vetor de disseminação.

A elevação do senso crítico e a educação digital são as armas mais importantes para combater as informações falsas. Essa educação deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as chamadas fake news interfiram no debate público como ocorreu em corridas eleitorais ao redor do mundo, e continua ocorrendo. Ela tem de vir da grande imprensa, do professor, da família, de todos os lados, juntamente com a criação de políticas públicas com foco na análise crítica da mídia.

Como identificar e não compartilhar fake news nas redes sociais: Não leia somente o título, verifique o autor, veja se conhece o site, observe se o texto contém erros ortográficos, verifique a data da publicação, saia da bolha da rede social e tome cuidado com o sensacionalismo.

*Adriano Nascimento é professor, colunista colaborativo, ativista social do Movimento Mirassol Popular, graduando em Gestão Pública e ativista dos Direitos Humanos, certificado pela Anistia Internacional.

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