Centrais sindicais vão manter pressão por R$ 600 de auxílio

A campanha vai continuar mesmo com pagamento do auxílio inciado

Mesmo depois que a nova rodada do auxílio emergencial de R$ 150 a R$ 375 começou ser paga, nesta terça-feira (6), as centrais sindicais vão seguir na campanha pelos R$ 600, apoiados pelos sindicatos de todo o Brasil, incluindo o Sindicato dos Metalúrgicos de Mirassol e Região.
CUT, Força Sindical, UGT, NCST Nova Central, CTB e CSB escreveram uma carta aos parlamentares pedindo para restabelecer as regras de 2020 até o fim da pandemia.
“Estamos pressionando antes, durante e depois pela volta dos R$ 600,00, porque com menos que isso, fica ainda mais difícil o trabalhador sobreviver, ainda mais com altas nos preços dos alimentos e do gás”, disse Luiz Fernando dos Santos, presidente do Sindicato de Mirassol.
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), defende que o aumento do auxílio é urgente não só para proteger o trabalhador da fome fazendo isolamento em casa, mas também para movimentar a economia e salvar as empresas.
Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o auxílio de R$ 150 a R$ 375 pode agravar o problema sanitário. “Como não é suficiente para comprar a comida, a pessoa pode querer usar o dinheiro para comprar água ou outro produto, e revender no farol. Piora o contágio do vírus, porque ela se expõe ainda mais”, afirma Torres.
Segundo ele, depois de enviar a carta a Brasília, as centrais vão procurar prefeitos e governadores para pedir que eles ajudem a convencer os parlamentares argumentando que o recurso impulsiona as economias locais. “Estamos em guerra. Imprimir dinheiro neste momento não vai matar o Brasil”, diz Torres.

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