Cerco ao prefeito

O prefeito Edson Ermenegildo foi questionado ontem por um grupo de moradores, alguns vestindo camisetas amarelas e gritando “Bolsonaro” e “fora Dória”, enquanto ele tentava explicar, entre outros assuntos, sobre o possível lockdown em Mirassol, a exemplo de Rio Preto. O prefeito, acompanhado do vice Beto Feres, disse que não acompanha Rio Preto, mas sim o Estado de São Paulo. Uma reunião virtual com prefeitos da região, convocada por Edinho Araújo, vai decidir que prefeitos irão aderir ao lockdown.

Manifestação

Na manhã deste domingo um grupo de pessoas pró-Bolsonaro fez uma manifestação em frente ao Tiro de Guerra de Mirassol e mais tarde carreata pelas ruas. Eles pediram intervenção militar e portavam faixas com “Fora Dória” e palavras de ordem a favor do presidente e de pautas da direita.

Repúdio

Já a Frente Mirassol sem Medo, grupo de esquerda de mobilização popular, emitiu nas redes sociais a nota de repúdio: “A Frente Mirassol Sem Medo repudia veementemente toda e qualquer manifestação antidemocrática e vem a público expressar total reprovação à convocação que vem sendo veiculada nas redes sociais em apoio a uma intervenção militar.”

Recorde

Enquanto uma parte da população é contra o lockdown, o Brasil registrou 1.940 mortes pela Covid-19 nas 24 horas que antecederam sábado (13), e totalizou 277.216 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no país, nos últimos sete dias, chegou a 1.824, novo recorde. Em relação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +51%, apontando tendência de alta nos óbitos por coronavírus.

Fase emergencial

O estado de São Paulo amanheceu nesta segunda-feira (15) sob as regras da fase emergencial do Plano SP, que endurece as regras do combate a pandemia. Entre as principais mudanças, estão o fechamento de todo o comércio não essencial e o estabelecimento de um toque de recolher das 20h às 5h. 

Toque de recolher
A partir desta segunda-feira (15), todo o estado de São Paulo passará para a fase emergencial contra a Covid-19. As restrições serão mais rígidas e preveem toque de recolher das 20h às 5h. O uso de parques e praias será proibido, centros religiosos não poderão fazer celebrações com público, somente atendimentos individuais. A prática de esportes coletivos também deverá ser suspensa. 

Mudança

Em meio a discussões no governo sobre a possível substituição do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o presidente Jair Bolsonaro encontrou a cardiologista Ludhmila Hajjar nesse domingo (14), mas ainda não há confirmação sobre a troca no comando da pasta. Bolsonaro teria discutido o assunto na noite de sábado (13) com ministros da ala militar e o próprio Pazuello.

Cotados

O cardiologista José Antonio Franchini Ramires entrou na lista dos nomes cotados para assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello, apurou a CNN com fontes do Palácio do Planalto. Mestre e doutor em Cardiologia, Ramires já foi diretor e é, atualmente professor titular do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a Universidade de São Paulo.

Rachadinhas

O ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), marcou para esta terça-feira, dia 16, a retomada do julgamento, pela Quinta Turma, sobre a atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no caso das “rachadinhas”.

Rachadinhas II

As chamadas “rachadinhas” consistem em parlamentares se apropriarem de parte dos salários de assessores. O Ministério Público denunciou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) alegando que houve a prática no gabinete dele quando Flavio era deputado estadual no Rio de Janeiro, o que o parlamentar nega.

Rachadinhas III

Extensa reportagem do Uol, baseada nas quebras de sigilo do clã Bolsonaro, revela que o mesmo esquema de corrupção montado no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj era replicado pelo pai, Jair (quando deputado), e o irmão, Carlos, na Câmara do Rio, inclusive com mesmos funcionários.

Tornozeleira

Preso desde 16 de fevereiro, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi solto para cumprir pena em casa, com tornozeleira eletrônica. O parlamentar saiu da prisão após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa do parlamentar e estabeleceu uma série de restrições a Silveira.

De longe

O deputado só poderá exercer o seu mandato na Câmara de forma remota, não poderá deixar sua residência, está proibido de receber visitas sem prévia autorização judicial e de ter contato com os investigados nos inquéritos dos atos antidemocráticos e das fake news. Silveira foi detido em flagrante por crime inafiançável, após publicar um vídeo com ataques ao STF. Ele é alvo do inquérito que investiga ataques aos ministros do tribunal.

 

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