Chove deputado em Mirassol

O período é de estiagem, mas só na atmosfera. Na política a previsão é de chuva intermitente. De deputados! De olho em 2022, eles estão à caça de prefeitos e vereadores. Em Mirassol vem chovendo deputados de tudo quanto é partido (e olha que tem partido!), e o prefeito Edson Ermenegildo (PSDB) está a fim de aproveitar o máximo do pacote de bondades (emendas) que eles estão oferecendo. É tanto, que se vier metade, Mirassol estará feita!

Emendas

O pagamento de emendas pelos governos é obrigatório todos os anos, mas o momento em que o fará e o valor que será liberado é uma “escolha” do Poder Executivo. As chamadas emendas impositivas são relatadas por deputados e senadores para realização de obras e projetos em locais específicos, normalmente seus redutos eleitorais. Resumindo: os políticos podem indicar emendas aos municípios, mas somente isso não irá garantir que elas serão atendidas.

Pluviômetro

Tem passado ou feito contato em Mirassol dúzias de deputados estaduais e federais, alguns ilustres desconhecidos que jamais pisaram no município. Entre os visitantes estão: Itamar Borges (MDB), Carlão Pignatari (PSDB), Alexandre Padilha (PT), Luiz Carlos Motta (PL), Geninho Zuliani (DEM), Analice Fernandes (PSDB), Ricardo Mellão (NOVO), Delegado Bruno Lima (PSL), Dirceu Dalben (PL), Tenente Coimbra (PSL), Coronel Nishikawa (PSL), Sebastião Santos (Republicanos), Marcus Pereira (Republicanos) e outros. E vem muito mais por aí!

Pedido

Em reunião na semana passada com os diretores da Sanessol e da Agência Reguladora do Serviço de Água e Esgoto de Mirassol (Arsae),  o prefeito de Mirassol, Edson Ermenegildo, solicitou que fosse suspenso o reajuste da tarifa de água e esgoto do presente ano, ou, no mínimo, a diminuição do porcentual. Ele justificou o pedido em virtude do período pandêmico e da atual conjuntura econômica dos mirassolenses, apesar de reconhecer que o índice de 11,031% está em conformidade com o contrato de concessão do serviço público de água e esgoto.

No aguardo

A Sanessol ainda não respondeu à solicitação, mas reiterou que o índice “corresponde ao reajuste anual ordinário e obedece às regras previstas no Contrato de Concessão assinado entre a empresa e a Prefeitura de Mirassol, necessários para que a Sanessol continue trabalhando 24 horas por dia para oferecer o melhor atendimento e serviços de qualidade à população mirassolense”.

Exemplo

A Câmara de Mirassol participou da primeira ação de doação de sangue da campanha “Julho Vermelho”, para incentivar a população a contribuir com o Hemocentro de Rio Preto e salvar vidas. Vereadores e  servidores do Legislativo atenderam prontamente ao chamado. O Julho Vermelho foi instituído no Calendário Oficial do Município em 2017, após um projeto de lei do vereador Ademir Massa. Recentemente, Massa e a vereadora Cida Dias apresentaram requerimentos solicitando ações para incentivar a doação de sangue pelos munícipes.

Vergonha

A irresponsabilidade dos deputados federais em aprovar, em plena crise da pandemia, recursos financeiros na ordem de R$ 5,7 bilhões para serem torrados na campanha eleitoral em 2022 é um acinte contra a sociedade brasileira. Mais incrível ainda é os deputados da base governista irem em suas redes sociais condenar o montante ou mesmo negar que tenham votado, mesmo com seus nomes estampado no painel eletrônico com um sonoro “Sim!”.

Polaridade

Dos dois partidos que se opõem desde a eleição — o PSL, que elegeu Bolsonaro, e o PT, de Lula da Silva — 47 dos 52 deputados do primeiro votaram a favor do Fundão, enquanto que todos os 49 deputados da bancada do PT votaram contra a proposta. Isso é que é polaridade!

De casa

Para quem não sabe, da região de São José do Rio Preto, dois deputados estão presentes na lista dos que votaram a favor do fundão indecente: deputado federal Geninho Zuliani (DEM), de Olímpia SP, e Fausto Pinato (PP), de Fernandópolis.

Mais vergonha

A Câmara dos Deputados pode apreciar nas próximas semanas mais um projeto de lei que, se aprovado, gerará enormes gastos públicos. A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, recria a propaganda partidária no rádio e na TV fora do período de campanha, inclusive em anos sem eleições. Isso vai custar aos cofres públicos de R$ 228 milhões (nos anos eleitorais) a R$ 527 milhões (nos anos sem eleições), segundo cálculo do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que foi o relator da proposta no Senado. Pode?

Recuo

Depois de receber críticas de todos os lados, até de colegas, o vereador rio-pretense Anderson Branco (PL) publicou retratação a respeito da postagem de conteúdo homofóbico que compartilhou em seu perfil no Facebook e Instagram esta semana. Na postagem polêmica, Branco comparou homossexuais a demônio que estaria prestes a destruir uma família.

Recuo II

A postagem provocou inúmeras denúncias, fora comentários de repúdio nas redes. Houve denúncias de quebra de decoro parlamentar e crime de homofobia na Câmara Municipal, Polícia Civil, Ministério Público e Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos por parte de entidades de defesa da diversidade sexual, Ordem dos Advogados do Brasil e cidadãos em geral. O que o nobre e messiânico vereador disse não configura liberdade de expressão, mas desrespeito à dignidade humana.

Vem aí

Já que falamos no deputado Geninho Zuliani (DEM), ele é mais um da região (Olímpia) que pensa transferir seu domicílio eleitoral para Rio Preto, de olho na sucessão de Edinho Araújo (MDB) na Prefeitura. Antes,  Itamar Borges (MDB), de Santa Fé do Sul, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Estado da Agricultura, transferiu seu título.

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