Quem já sentiu febre, dor de cabeça e no corpo em algum momento durante esta pandemia provavelmente desconfiou de covid-19. Mas nem sempre essa suspeita se confirma. É que esses sintomas causados pelo novo coronavírus são comuns a várias doenças, inclusive à dengue. E neste período do ano, em que a chuva e o calor aumentam a proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, essa confusão pode ser ainda maior.

O portal Saúde com Ciência apresenta série sobre as semelhanças e diferenças entre essas duas doenças. O programa também ensina como se proteger contra a dengue e outras enfermidades transmitidas por esse mesmo mosquito vetor, como zika e chikungunya. Confira aqui.

Entre os sintomas da dengue  estão a febre alta, ou seja, acima de 38 graus, dor de cabeça na área dos olhos, dor intensa no corpo e falta de apetite. Esses sinais e sintomas podem ser confundidos com outras doenças, como gripe, resfriado e até o novo coronavírus, que tem se agravado em diversas regiões do país.

“O que não é frequente na dengue são os sintomas respiratórios, como coriza, tosse e nariz entupido”, destaca o professor e infectologista do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Mateus Westin.

Ao mesmo tempo

O novo coronavírus e a dengue podem coexistir na mesma pessoa, no mesmo momento ou sequencialmente. Por isso, ainda que estejamos num cenário de pandemia, no qual a covid-19 se torna uma das principais doenças, é preciso suspeitar de outras enfermidades como a dengue, principalmente nesta época do ano.

“Devem buscar as unidades de saúde aquelas pessoas que no contexto de uma doença febril sentirem que estão muito debilitadas, baqueadas, principalmente nos casos de sintomas respiratórios, quando esses sintomas respiratórios altos, de tosse, coriza e secreções nasais, forem acompanhados de falta de ar”, orienta o professor.

Atenção o ano todo

Os  cuidados coma dengue devem ser durante o ano todo. Para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, não deixe água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e, até mesmo, em recipientes pequenos como tampas de garrafas. Piscinas sem uso e sem manutenção também podem se tornar criadouro do mosquito.

O tratamento para essas doenças é, na grande maioria dos casos, apenas para aliviar os sintomas, pois a cura acontece espontaneamente. Mas antes de se medicar, consulte um médico, pois determinados medicamentos podem agravar o quadro.

Fonte: UFMG

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here