O uso de cloroquina, ivermectina e de outros fármacos recomendados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para tratamento ou prevenção da covid-19 deve ser banido, de acordo com o Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covi-19, organizado pela Associação Médica Brasileira (AMB).

O grupo que reúne mais de 80 sociedades médicas emitiu uma nota hoje, afirmando para superar a pandemia, o Brasil deve ‘vacinar com celeridade todos os cidadãos’. “Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida”, diz a nota da AMB.

Para a associação de médicos, são ‘urgentes’ os esforços políticos e diplomáticos para que seja solucionada a falta de medicamentos para atender os pacientes da covid-19. A entidade também fez um alerta sobre a falta de recursos humanos, de insumos farmacológicos e de material de apoio, alegando que a transformação de salas de cirurgias em UTIs deve ser pontual.

‘Kit covide’ leva 5 à fila de transplante

Cinco pacientes que utilizaram o ‘kit covid’ — combo que reúne medicamentos sem eficácia comprovada para combater o coronavírus —, precisaram entrar na fila do transplante de fígado em São Paulo. O uso das medicações está sendo apontado como a causa de três mortes geradas por hepatite, de acordo com médicos que foram ouvidos pelo jornal Estado de São Paulo.

Foram observadas hemorragias, insuficiência renal e arritmias nos pacientes que tiveram doses do ‘kit covid’ administradas para o tratamento do vírus com remédios como hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e anticoagulantes. Os médicos ouvidos pelo Estadão apontaram que o aumento de casos dentro desses perfis coincide com o agravamento da pandemia no país.

Fonte: jornal Estado de São Paulo.

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