Estado mantem fase de transição até o dia 31 devido à alta nas internações

Capacidade de atendimento do comercio e serviços será ampliada

O governo de São Paulo  decidiu prorrogar a fase de transição até o dia 31 de maio após constatar novo aumento da ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para a covid-19. No entanto, irá ampliar a capacidade de atendimento das atividades comerciais e de serviços de 30% para 40%, com manutenção de funcionamento entre as 6h e 21h. O toque de recolher será mantido entre as 21h e 5h.

A fase de transição teve início no dia 18 de abril e foi dividida em duas etapas. Na primeira, que durou até o dia 23 de abril, as atividades comerciais passaram a ser permitidas, além da realização de cultos e cerimônias religiosas. Já na semana seguinte, além das atividades comerciais, também foram liberadas as atividades do setor de serviços. Com isso, restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, parques, atividades culturais e academias puderam reabrir desde então, com exceção dos bares.

Segundo o governador João Doria, a partir do dia 1º de junho, o estado entrará em uma nova fase, que vai ampliar o horário de funcionamento do comércio e dos serviços até as 22h e ampliar a capacidade para até 60%. Também será ampliada a capacidade de testagem, principalmente com testes rápidos.

Internações

O pico de internações foi registrado na 12a Semana Epidemiológica, entre os dias 21 e 27 de março, quando a média no estado foi de 3.381 internações por dia. Esse número começou a cair desde então e, no seu melhor momento, chegou a somar 2.238 internações por dia na última semana de abril [correspondente à 17a Semana Epidemiológica], mas ainda em um patamar muito elevado, acima do pico na primeira onda da pandemia, quando foi registrada uma média de 1.962 internações por dia, em julho.

Segundo o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, esses números continuarão elevados por pelo menos mais quatro semanas. “Mas isso vai depender do ritmo de vacinação”, disse João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência. “Vacinados não podem achar que podem voltar à vida normal. Precisa ter distanciamento e manter o uso de máscara”, acrescentou.

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