Existe em Capão Comprido, área rural de São Sebastião,  às margens do rio São Bartolomeu no Distrito Federal, uma fazenda de 35 hectares na qual “quem manda” não é um coronel fazendeiro do tempo das oligarquias e escravidão. Lá, na Fazenda Barthô Naïf, o que manda” é a ecologia, a sustentabilidade e a arte. Mais especificamente a arte “naïf”, de artistas autodidatas que desenvolvem uma linguagem pessoal e original de expressão.

A arte naïf é espontânea, informal, poética, popular. Mantém contato com fontes eruditas e folclóricas. Suas características gerais são encontráveis em vários períodos históricos.

Odécio Rossafa, proprietário

Quem formou e coordena a fazenda é o agrônomo Odécio Visintin Rossafa – caipira, curador e colecionador de arte naïf’. Garcia, filho de agricultores do oeste paulista, é nascido dm Santa Fé do Sul (P), às margens do Rio Paraná.

Há 12 anos Odécio Rossafa está envolvido com esse sonho que desperta para a realidade: transformar uma área degradada, onde havia extração de areia e seixos para a construção civil, numa área com a mata ciliar recuperada e ocupada por arte naïf, seja na arquitetura, decoração, instalações, objetos, quadros, monumentos.

Odécio também convida artistas naïf para participar desse projeto. Quem já entrou nessa “viajem artística ambiental sem volta” é o militante multimídia José Garcia Caianno, que em 2019 instalou ali sua ‘Banca de Poetas’. Hoje seus dias consistem em transformar terra seca em canteiros de legumes, tubérculos, fruteiras, florais do cerrado. Ele mesmo constrói ali sua casa de pau-a-pique, fina flor da arquitetura naïf. Odécio Rossafa também mora numa casa de pau-a-pique, que ele mesmo construiu.

Em visita à fazenda, os artistas plásticos Élton Skartazini, que também é jornalista, e Gerson de Castro / Divulgação

O artista plástico Gersion de Castro, idealizador do projeto “Arte Sem Fronteiras”, memorialista da antiga vila do Paranoá, cujo Ateliê Cactus fica em São Sebastião/DF, e o artista plástico e jornalista Élton Skartazini, pioneiro em Samambaia/DF, onde atua com arte e comunicação, foram convidados pelo “fazendeiro naïf” para conhecerem a Fazenda Barthô Naïf.

FAZENDA BARTHÔ E BOMBLÔ

Para divulgar e comercializar os trabalhos dos artistas naïfs de todo o Brasil, Odécio e sua companheira Shirlene Miranda idealizaram uma parceria entre a Fazenda Barthô e a   “Blambô”, um marketplace  que reúne artistas naïfs num só portal. “São pessoas genuínas, originais, com alma, que fazem arte como meio de empoderamento cultural e transformação social do Brasil”, diz Odécio.

De acordo com o colecionador Odécio, a parceria com a Blombô visa trazer benefícios e ajudará a expandir o trabalho desenvolvido na Barthô Naïf, valorizando os artistas e ajudando a  comercializar as obras. “Percebemos o quanto o universo digital é irreversível. Ser on-line é reduzir custos, aumentar a praticidade e multiplicar o alcance”, reforça.

Blombô

Mais informações pelo site da plataforma digital ou no e-mail barthonaïf@gmail.com. Quem desejar acompanhar o trabalho da Barthô Naïf pode conferir pelo perfil no Instagram, página no Facebook e canal no YouTube. O colecionador Odécio atende pelo WhatsApp (61) 9 9661-1935.

Fazenda Barthô Naïf

(61) 9 9661.1935 (Odécio Rossafa) e odecio@ecooideia.org.br

Capão Comprido, área rural de São Sebastião – RA XIV/DF.

*Com reportagem de Skartazini Arte e Comunicação

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