Frente sem Medo repudia decisão da volta às aulas em Mirassol

Movimento mirassolense pede que governo municipal reconsidere decisão

A Frente Mirassol Sem Medo, movimento mirassolense de mobilização popular, divulgou nota oficial condenando a decisão do Governo Estadual de retomar as atividades escolares presenciais em meio a pandemia, medida acatada pelo prefeito Edson Ermenegildo.

“O retorno das atividades escolares presenciais expõe mais pessoas ao risco de contaminação e morte pela doença causada pelo novo coronavírus”, diz, apontando os números do Covid-19 no município.

“Não podemos aceitar passivamente uma medida que coloque em risco a segurança sanitária e a vida da população. (…) O retorno das atividades escolares presenciais expõe mais pessoas ao risco de contaminação e morte pela doença causada pelo novo coronavírus”, diz, apontando os números do Covid-19 no município, que já contabiliza 65 mortes.

Diante disso, a Frente faz um apelo para que a decisão seja revista por parte da Prefeitura  e do Departamento Municipal de Educação.

Leia o texto completo:

Nota Oficial

A Frente Mirassol Sem Medo vem a público por meio desta nota, se posicionar contra a decisão do Governador João Dória e de seus Secretários de Estado, Rossieli Soares da pasta de Educação e Marco Vinholi da pasta de Desenvolvimento Regional, de retomar as atividades escolares presenciais em meio a pandemia. Decisão apresentada às 645 prefeituras do estado de São Paulo e que foi acatada pelo Prefeito Edson Ermenegildo na cidade de Mirassol, através do Programa de Volta às Aulas na última quinta-feira, dia 14 de janeiro, com base no Decreto Estadual 65.384 de 17 de dezembro de 2020.

O retorno das atividades escolares presenciais expõe mais pessoas ao risco de contaminação e morte pela doença causada pelo novo coronavírus. Já são 69 óbitos em Mirassol e um total de 3379 casos de covid-19 na cidade. A Prefeitura e o Departamento Municipal de Educação estão mesmo dispostos a lidar com os resultados desta decisão?

É evidente que a infraestrutura das escolas estaduais de São Paulo não permite o estabelecimento dos protocolos de segurança mínima para que se reduza o risco de contágio da covid-19. Com isso, a volta às aulas representa sérios riscos à saúde da população em geral.

Em um total de 5.209 unidades escolares, 99% delas não possuem enfermaria, consultório médico ou ambulatório. Além de que 82% das escolas não têm mais do que dois sanitários para uso dos estudantes, ou seja, 93,4% das turmas escolares teriam de ser adequadas para obedecer ao distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os alunos, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudo realizado em parceria pela APEOESP, IAB e DIEESE.  

Segundo o levantamento, ao olhar para as edificações escolares se verifica que não possuem garantias de ambientes saudáveis para os alunos e para os servidores que ali trabalham neste momento de pandemia. O mesmo ocorre com as escolas municipais e parte das escolas das redes privadas de ensino.

A Frente Mirassol Sem Medo, representa por meio desta nota, a opinião da maioria dos pais e professores que se colocam contrários à retomada das atividades escolares presenciais e que não têm sequer a opção de não enviarem seus filhos ao risco iminente de se contaminarem, pois correm o risco de sofrerem com processos judiciais.

Não podemos aceitar passivamente uma medida que coloque em risco a segurança sanitária e a vida da população. 

A Frente Mirassol Sem Medo faz um apelo para que a decisão seja revista por parte da Prefeitura Municipal de Mirassol e do Departamento Municipal de Educação, que sequer conta com Assessoria Técnico Pedagógica do Infantil e do Fundamental no momento, evidenciando a total falta de estrutura.

Mirassol, 15 de janeiro de 2021

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