Também conhecido por Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista, esta data é uma homenagem ao movimento contra ditadura de Getúlio Vargas, realizado em 1932 pelos paulistas. O embate pela democratização durou três meses, de 9 de julho e 3 de outubro.

Vargas toma o poder com a Revolução de 1930, apoiado pelos paulistas, e outros estados. No entanto, o tempo passava e o novo dirigente não convocava eleições para a nova Assembleia Constituinte. Sentindo-se traídos, representantes do Exército, estacionados em São Paulo, e políticos paulistas, resolveram se rebelar.

A Revolução Constitucionalista, episódio que também foi chamado de “Guerra Paulista”, foi o mais importante movimento ocorrido em São Paulo e o último grande combate armado do Brasil.

Origem do Dia da Revolução Constitucionalista

Em 1997, o governador do estado de São Paulo, Mário Covas, oficializou o dia 9 de julho como feriado civil na região, uma homenagem ao soldado constitucionalista que lutou pela queda da ditadura de Vargas.

O Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista foi transformado em feriado civil, data magna do estado de São Paulo, através da Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997, a partir de um projeto de lei apresentado pelo deputado Guilherme Gianetti.

História da Revolução de 32

Cartazes de propaganda conclamando para o alistamento de voluntários

Com a tomada de governo, Getúlio Vargas governava sem a Câmara de Deputados ou outro órgão de origem democrática. Isso preocupava seus aliados que exigiam a convocação de eleições para presidente e para deputados.

O grande estopim que inflamou o sentimento de revolta da população de São Paulo foi o assassinato de quatro estudantes paulistas por policiais, em um conflito no dia 23 de maio, data que também entrou para a história do estado.

As iniciais dos nomes dos jovens – M.M.D.C. – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – tornaram-se o símbolo da revolução e batizou o movimento.

A exigência por uma nova Constituição era prioridade para a sociedade burguesa de São Paulo, que iniciou a revolução oficialmente no dia 9 de julho de 1932, combatendo contra o governo nacional durante três meses. O combate chegou ao fim em 2 de outubro de 1932, com a rendição dos paulistas.

Também em homenagem aos jovens estudantes que foram assassinados em defesa do movimento constitucionalista, o dia 23 de maio é reconhecido como o Dia da Juventude Constitucionalista.

Na capital paulista, o obelisco do Ibirapuera é um marco construído para simbolizar a dor da perda da vida dos estudantes.

Participação de Mirassol na Revolução

De acordo com o livro Estruturas & Gravuras, de Ariovaldo Corrêa, cerca de 200 voluntários mirassolenses se alistaram a lutaram nas frentes de batalhas espalhadas pelo Estado de São Paulo.

“Três dias, apenas, após declarada a revolução, Mirassol – primeira cidade da Alta Araraquarense a manifestar-se em praça pública sobre o histórico movimento – aplaudia a partida dos primeiros voluntários que se apresentariam em São Paulo, ao comando revolucionário, para formarem no corpo da tropa.”

Ainda segundo o livro, Victor Cândido de Souza (co-fundador de Mirassol), Sypriano José Moreira, e Antonio Batista da Silva, que compunham a Junta de Alistamento Militar, conclamavam voluntários para a luta. Já Cândido Brasil Estrela lançava no jornal Correio de Mirassol a incisiva conclamação aos mirassolenses: “Não indaguemos mais nada. Se São Paulo nos chama, morramos por São Paulo!”

Mortos e feridos

No livro de Ariovaldo Corrêa não constam número de mirassolenses mortos ou feridos em combate. Oficialmente, oito pessoas do Noroeste Paulista morreram na revolução.

A região participou ativamente. Pelo menos mil homens aderiram aos propósitos revolucionários e lutaram. Estimam-se duas mil mortes no Estado nos 87 dias de conflito armado. Da região, tombaram oficialmente Antônio Amaro, João Batista de Araújo, Antônio Duarte da Fonseca, Carmo Turano, Elydio Antônio Verona, Ipiroldes Martins Borges, Joaquim Marques de Oliveira e Oswaldo Santini.

O historiador Lelé Arantes, de Rio Preto, afirmou, em entrevista ao Diário da Região, que 20 corpos de combatentes, sobretudo de moradores da região, jamais foram localizados. “Na divisa com o Mato Grosso do Sul, onde hoje fica Santa Fé do Sul, ocorreram combates com soldados goianos. Os corpos dos mortos foram jogados no rio Paraná e nunca mais encontrados”, contou.

O Museu Municipal “Jezualdo D’ Oliveira”, de Mirassol,  tem em seu acervo material trazido pelos pracinhas que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932.

Prefeitura de Mirassol homenageia  os combatentes

Soldados na Praça Matriz de Mirassol em 1932 ao lado do padre da época/Acervo Municipal

A Prefeitura de Mirassol também está prestando homenagem para celebrar a data, enaltecendo a memória de combatentes. A exposição virtual “Lembrança de nossos Combatentes”, com imagens raras e inéditas serão divulgadas nas redes sociais da Prefeitura durante todo o feriado.

“São imagens do nosso Acervo Municipal. Entre as fotografias estão a dos soldados na praça Matriz de Mirassol em 1932 ao lado do padre da época, documentos (certificados dos combatentes mirassolenses) e artefatos (chapéu, capacete e até cantil de água) que estão no museu”, explicou o diretor do Departamento Municipal de Cultura e Turismo, Wilson Luiz Bertati.

Acompanhe a exposição nas redes sociais da Prefeitura:

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