A transferência do ponto de apoio que estava localizado no final da avenida Djair José Marques, no Regissol, para a rua Projetada 14, no Jardim Gerotto, está gerando uma série de protestos e reclamações por parte de moradores nas redes sociais. Eles alegam que estão sendo jogados lixo doméstico e outros materiais impróprios no local.

O problema, segundo os moradores, é o lixo que vem se acumulando, causando mau-cheiro e atraindo insetos. Um dos moradores chegou a dizer que se continuar a jogar lixo eles podem fechar a rua para impedir.

Quando da decisão  de transferir o ponto, a Prefeitura alegou que a área é mais afastada das residências e do comércio da região. Com isso, o local passou a receber descartes diariamente.

Valdenir Cunha- morador

No entanto, o empresário e morador Valdenir Socorro da Cunha, conhecido como “Porquinho”,  contesta a informação. “Não é afastado não, não fica nem a 50 metros das casas. É lixo pra todo lado, um mau-cheiro daqueles”.

Ele disse ainda que o local era uma área verde, de onde foram arrancadas as árvores para fazer o ponto. “Eles arrancaram sem a gente ver e levaram para o lixão. Tinha bastante árvore, até um ipê ali no meio. Está todo mundo revoltado. Vou  pegar assinatura de todo mundo pra fazer um abaixo-assinado. Vou procurar a Cetesb e ver se pode isso. Esse ponto tem que ser fora da cidade”, disse.

Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura disse que o assessor de Meio Ambiente, Luís Antonio Barbeiro Castilho, informou que a área é do município, não é área verde, e que não foram arrancadas árvores. Afirmou que não está sendo jogado lixo orgânico no local, que é local de descarte, e que inclusive passa por limpeza diária.

Este blog foi até o local agora à tarde e constatou que havia lixo orgânico, sim, no local, mas testemunhas presentes informaram que a prefeitura tem limpado a área diariamente. E ainda que os pontos de apoio deveriam ser melhor organizados.

Orientações

Na época da transferência, o assessor de Meio Ambiente, Luís Antonio Barbeiro Castilho, explicou que galhos e madeira devem ser descartados no Ponto de Apoio no bairro Karina III, localizado no prolongamento da avenida Benedito José Garetti, terminando o asfalto (aproximadamente 100 metros à frente do lado direito – de frente a linha férrea).

“Os pontos de apoio não recebem lixo doméstico, animais mortos, grandes quantidades de resíduos da construção e demolição (acima de 3m³), lixo hospitalar ou de serviços de saúde, além de pilhas, baterias, celulares, computadores e pequenos eletrônicos”, explicou.

Castilho também alertou que as empresas devem dar destinação própria de seus rejeitos/resíduos, ficando assim proibido o descarte dos mesmos nos pontos de apoio do município.

A coleta de animais mortos pode ser solicitada junto à Assessoria do Meio Ambiente pelo telefone 3253-3777. Já para a coleta de lixo hospitalar ou de serviço de saúde (dentistas, clínicas veterinárias, clínicas estéticas etc.) é necessário o cadastro também pelo 3253-3777.

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