Há anos moradores de Mirassol vêm reclamando do mau-cheiro da Du Bom Indústria e Comercio de Rações Ltda, localizada no prédio ao lado da cancela da linha férrea que separa o centro da Vila Moreira, de onde é possível sentir o mau-cheiro de vários pontos da cidade, gerando muita indignação, já que a indústria causa poluição do ar e os seus efeitos são nocivos para a saúde da comunidade.

Nesta quarta-feira (28), a pedido deste blog, a Prefeitura informou que uma ação foi ajuizada no dia 18 de fevereiro, e que uma liminar foi deferida pela Justiça no último dia 7 de abril para que a indústria se abstenha de exercer as atividades no imóvel, sob pena de multa diária. Ainda assim o mau-cheiro persiste, conforme se pode constatar nas redes sociais.

“É um mau-cheiro insuportável, ninguém merece. Toda vez que tem esse cheiro temos que fechar a casa, mas mesmo assim é difícil. Espero que desta vez a Prefeitura resolva isso de uma vez”, disse, por telefone, a aposentada Maria José Otaviano, moradora próxima ao local, depois de saber da liminar pelo blog.

TENTATIVAS DE SOLUÇÃO

Moradores já fizeram vários abaixo-assinados e vereadores de várias legislaturas já tentaram de tudo junto ao Poder Executivo solucionar o problema. Mais recentemente, em janeiro, foi o atual vereador Fábio Kunni quem entrou com requerimento pedindo informações e providências junto à Prefeitura, na tentativa de resolver o caso.

INTERDIÇÃO IGNORADA

Na ocasião, em resposta ao vereador, a Prefeitura informou que reconhecia que  a empresa vem trabalhando de maneira irregular, e que já havia determinando sua interdição, mas que a mesma continuou exercer irregularmente suas as atividades, ignorando a determinação.

“Nos termos da lei de zoneamento municipal, não é possível desenvolver aquele tipo de atividade no local. A Administração Municipal já determinou a paralisação das atividades da empresa Du Bom, sendo lavrado o devido termo de interdição, porém, em total descumprimento do ato administrativo, a empresa desrespeita o ato e continua a exercer irregularmente suas atividades”, informou a Prefeitura na ocasião.

AÇÃO JUDICIAL

Ainda segundo a resposta, a Fiscalização de Postura procurou a polícia e relatou a prática do crime de desobediência, sendo lavrado um boletim de ocorrência. Na sequência, os autos foram encaminhados ao Departamento de Negócios Jurídicos que em fevereiro entrou com a ação judicial, na tentativa de obrigar o fechamento da empresa.

Este blog entrou ontem em contato com a empresa por e-mail, mas até a postagem desta matéria ela não deu retorno.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here