Rio Preto prorroga lockdown até dia 11

Já o prefeito de Mirassol contestou o MP para não seguir regras de Rio Preto

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo,  informou hoje, através de nota de sua assessoria, que o lockdown noturno foi prorrogado até o dia 11 de julho. “Após reunião com o secretário de Saúde Aldenis Borim, presidente do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, o prefeito Edinho Araújo anunciou a prorrogação do lockdown até o dia 11 de julho. Nesta nova etapa, será iniciado o processo de abertura gradual de todas as atividades econômicas. Os horários de funcionamento serão estendidos em 1 hora, passando das 18h para as 19h”, consta na nota.

Segundo a nota, a abertura gradual só foi possível graças aos resultados obtidos até o momento com as restrições impostas pelo lockdown, como a queda de casos e índices de internação. “Também foi fundamental a colaboração e participação da população que compreendeu a necessidade e importância das medidas restritivas”.

A restrição de venda de bebida alcoólica está mantida após as 19h e aos finais de semana e feriados. Os detalhes serão definidos em decreto que deverá ser publicado nesta sexta-feira (2).

O prefeito Edinho Araújo ressalta ainda a adesão e colaboração dos municípios da região que também implantaram medidas restritivas para impedir a circulação do vírus. Mirassol não participou.

O toque de recolher que, até o momento, vale a partir das 19h, com o aumento de uma hora no horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, teoricamente o toque de recolher deveria passar para às 20h, no entanto, a assessoria informou que os detalhes serão divulgados somente na sexta-feira (2), com a publicação do decreto.

Mirassol contesta MP

Já o prefeito de Mirassol, Edson Ermenegildo, contestou, no último sábado, o Ministério Público que entrou com ação civil pública — com obrigação de fazer — para obrigar o município a seguir as mesmas regras restritivas de Rio Preto no combate à Covid-19, como lockdown total após as 18 horas. Para o prefeito, o MP, por meio do promotor Silvio Codogno, que ingressou com a ação, extrapola suas funções ao tentar interferir na administração pública.

“O que se põe na presente ação não é a omissão do prefeito, mas sim o animus do signatário de impor sua vontade pessoal ao município, citando dados da cidade vizinha (Rio Preto) sem se atentar às especificidades mirassolense”, diz a contestação.

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