Roberto Carlos

Por Dr. Liberato Caboclo*

O nosso rei fez oitenta anos de vida cronológica e setenta e tantos outros de vida artística. Na minha opinião, os três maiores cantores estrangeiros no século passado foram: Fred Mercury como vocalista do Queen, em carreira solo e em dueto com MontSerrat Caballé. No Brasil os maiores foram Wilson Simonal, Emílio Santiago e Cauby Peixoto. Roberto Carlos é hors-concours.

A vida artística de Roberto Carlos não foi abreviada graças a Caetano Veloso. A Ditadura foi, e é algo repugnante. No entanto a esquerda não era nenhuma perfeição. A esquerda matou a vida artística de Simonal. Entusiasmar uma plateia, como fez Simonal com o Patropi só o Mercury no Rock’in Rio com o “love of my life”.

A esquerda odienta queria mesmo destruir o Roberto Carlos. Ele era patrocinado pela Shell e não compunha ou cantava músicas engajadas. Alienava a juventude diziam os esquerdistas, mobilizados, mais pela inveja do que pela ideologia. Caetano Veloso era uma unanimidade de extremo a extremo. Ele já homenageara Roberto no seu Baby (…e ouvir a canção do Roberto, Baby, eu sei que é assim).

Mas o boato anti-Roberto estava crescendo. O  Rei foi visitar Caetano em Londres e compôs com ele “De Baixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”. As baterias do ódio da esquerda invejosa se voltaram para Simonal e ele foi acusado de ser um infiltrado do temível DOPS.

Mas não foi só Roberto apoiado por Caetano. Luiz Gonzaga estava numa draga total, ostracismo absoluto, com o fervor da Tropicália e da Bossa Nova. Pois bem, em evento na PUC-RJ, o centro da esquerda-caviar, Caetano fez a turma acreditar que os Beatles plagiaram a harmonia de Luiz Gonzaga. Caetano salvou Roberto e Luiz Gonzaga da sanha da esquerda invejosa. Há a possibilidade de ter sido  Carlos Imperial quem lançou o boato da imitação pelos Beatles de Gonzaga.

*Dr. Liberato Caboclo é médico, professor  e ex-prefeito de São José do Rio Preto

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