Sindicatos na briga pela proteção do emprego na pandemia

Luta inclui volta do auxílio emergencial de R$ 600

As centrais sindicais, representadas pelos sindicatos dos trabalhadores de todo o país, desde o ano passado vem propondo a manutenção das medidas de proteção dos empregos, tendo apresentado ao Conselho Nacional do Trabalho a proposta de reedição do programa que concede complemento salarial a trabalhadores com contrato suspenso ou com redução de jornada de trabalho, além da manutenção do auxílio emergencial de R$ 600. Até agora, porém, o governo ignorou.
“Vamos continuar apoiando as sindicais para que elas pressionem cada mais o governo, tendo em vista que a pandemia continua. Tem que se evitar uma nova onda de desemprego preservando o máximo de postos de trabalho possíveis”, disse Luiz Fernando dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Mirassol e Região.
Os trabalhadores exigem:
1 – Negociação coletiva entre o sindicato dos trabalhadores e o(s) empregadores(s) para que haja a suspensão do contrato ou redução da jornada, em todos os casos, a fim de que o programa seja aplicado em situações em que há real necessidade e contribuindo para o eficiente uso dos recursos públicos;
2 – Não vincular o recebimento do benefício de complementação do salário ao direito do trabalhador receber, caso haja futura demissão, as parcelas do seguro- desemprego a que faz jus, para que não se aprofunde a insegurança para o trabalhador quanto ao seu futuro;
3 – Manutenção da garantia do emprego pelo dobro do tempo de duração do recebimento do benefício, de forma a assegurar que o recurso público estará sendo aplicado em empregos que terão mais longa duração;
4 – Financiamento com fontes de recursos extraordinários, que não recaia sobre o Fundo de Amparo ao Trabalhador, pois este terá que suportar o pagamento do seguro- desemprego e o abono salarial, que são vitais para quem perde seu emprego ou tem baixa renda;
5 – Não inclusão de mudanças na legislação trabalhista que retirem direitos ou fragilizem ainda mais a proteção do trabalho, sob o falso argumento de que isso irá gerar empregos.
6 – Manutenção das regras de acesso e de cálculo do benefício.

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