Em apenas quatro dias de organização, a adesão ao traroraço contra decreto de aumento do ICMS se alastrou num grande movimento organizado por lideranças do interior paulista que se uniram rapidamente através das mídias sociais.

As manifestações acontecerão dia 7 (quinta-feira) preferencialmente próximas aos supermercados, para alertar a sociedade que “quem vai pagar a conta é o povo”. Os produtores de praticamente todas as cidades agrícolas do Estado estão aderindo em massa ao tratoraço.

O aumento dos impostos (com o fim da isenção de 4,14% sobre o ICMS dos produtos agrícolas) incide sobre a cesta básica, e, em cascata, atingirá a economia paulista como um todo. A parcela da população mais atingida pelos aumentos será a de menor renda, onde o item alimentação tem enorme peso em seus rendimentos.

O decreto do governador de S. Paulo, João Dória, já foi seguido por outros aumentos, atingindo até mesmo a importação de remédios contra o tratamento de câncer.

São inúmeras atividades atingidas pelo decreto de Doria (veja abaixo). A Assembleia Legislativa aprovou o aumento, que passou a vigorar desde o dia 1.o de janeiro, o que causou a revolta o interior de S. Paulo em toda a cadeia produtiva. O objetivo do tratoraço é reverter a decisão.

O tratoraço do dia 7 tenta fazer com que o governador passe a negociar com a classe produtora, que pede a revogação do decreto.

O comércio também se levanta contra os impostos que atingem vários segmentos econômicos (incluindo até a comercialização de carros usados), e provoca aumento de impostos sobre a comercialização de máquinas e implementos agrícolas.

De modo geral, o decreto de Dória chega, por cascata, a aumentos da ordem de 25 por cento, a partir do fim da isenção do ICMS sobre produtos agrícolas (cesta básica).

Veja exemplos do quanto os preços de alguns itens podem subir para o consumidor:

Leite longa vida – 8,4%

Carnes – 8,9%

Medicamentos para Aids e Câncer na rede privada – 14%

Cadeira de rodas, próteses e equipamentos para pessoas com deficiência – 5%

Têxteis, couros e calçados – 7,3%

Energia elétrica para estabelecimento rural – 13,6%

Vale destacar que esses aumentos podem ser muito piores, porque as previsões acima não consideram a alta da inflação, que em 2020 vai fechar acima de 4%.

Os principais prejudicados serão as famílias mais pobres, porque o preço da cesta básica vai subir, assim como os pequenos empresários, optantes pelo Simples, que verão seus custos se elevarem muito. Grandes indústrias também podem optar por transferir seus investimentos para outros estados, o que vai prejudicar a geração de emprego em São Paulo.

O governo alega que precisa cobrir um rombo em seu orçamento do ano que vem. Porém, a arrecadação neste ano foi superior à do ano passado, ou seja, não é por falta de pagamento de impostos que o rombo existe.

Fonte: Abiec (Associação Brasileira da Industria de Exportadores de Carne/ e  ABPA Associação Brasileira de Produtores de Proteína Animal), sessão paulista.

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