O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faleceu neste domingo (16), aos 41 anos, vítima de câncer. Ele deixa um filho, Tomás Covas, de 15 anos, e os pais, Pedro Lopes e Renata Covas Lopes. Na última sexta-feira, Covas teve um agravo em seu quadro clínico que passou a ser considerado como irreversível pela equipe médica do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 2 maio.

Em 2019, ele foi diagnosticado com câncer inicialmente diagnosticado na cárdia (região entre o esôfago e o estômago) que se espalhou também para o fígado e os gânglios linfáticos O tratamento fez com que parte dos tumores diminuíssem, mas em abril deste ano  exames detectaram novos focos da doença no fígado, nos ossos da coluna e da bacia.. Para se dedicar ao tratamento, Covas se licenciou oficialmente do cargo de prefeito de São Paulo em 3 de maio.

Após a piora de seu quadro de saúde, Covas passou a receber medicamentos analgésicos e sedativos. Ele estava acompanhado de seus familiares. Na semana passada, o politico iniciou tratamento com radioterapia para tentar controlar um sangramento residual detectado em seu estômago, uma complicação que surgiu enquanto o prefeito tratava de um metastático que atinge o sistema digestivo e os ossos.

Na ocasião, Covas havia feito uma endoscopia que “evidenciou discreto sangramento residual no estômago”. Foi um sangramento na interligação entre o estômago e o esôfago – local onde um de seus três primeiros tumores foi detectado – que o havia feito precisar ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Esse primeiro sangramento havia sido controlado no próprio exame, mas o prefeito foi para o centro de cuidado intensivo para se recuperar.

Uma nova endoscopia, porém, revelou que havia ponto de hemorragia. “Desta forma, foi iniciado tratamento local com radioterapia para controle deste sangramento”, informou o boletim médico à epoca. Desde que o primeiro sangramento foi detectado, Covas teve de interromper o tratamento contra os tumores que atingem o fígado, a bacia e a coluna. Ele vinha se submetendo a um procedimento que combinava sessões de quimioterapia e radioterapia.

Trajetória

Bruno Covas foi reeleito prefeito de São Paulo em 2020. Ele assumiu o cargo pela primeira vez em 2018 com a saída do atual governador João Doria. Antes de assumir o gabinete do prefeito, Covas também foi eleito Deputado Estadual e também atuou como secretário Geral do PSDB/SP, partido no qual era filiado. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) e economista pela PUC-SP, Bruno era neto de Mário Covas, sua grande inspiração para a vida política. O governador de São Paulo, João Doria, lamentou, em nota, o ocorrido (ver abaixo).

NOTA DO GOVERNADOR   

“Obrigado, Bruno Covas, por ter compartilhado, com todos nós, tanto carinho e dedicação. À Renata e ao Pedro, seus pais, ao Gustavo, seu irmão, e especialmente ao Tomás, seu filho, meu afeto nesse momento doloroso em que a natureza subverte o curso da vida. São Paulo terá sempre muito orgulho desse filho querido.

A força de Bruno Covas vem do seu exemplo e do seu caráter. Foi leal à família, aos amigos, ao povo de São Paulo e aos filiados do seu partido, o PSDB. Sua garra nos inspira e seu trabalho nos motiva.

Tive o privilégio de acompanhá-lo desde o início da vida pública, ao lado do seu avô Mario Covas. Tive a honra de tê-lo como vice, na Prefeitura de São Paulo. E a alegria de ver seus ideais e realizações aprovados nas eleições de 2020.

Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida.

Muito obrigado, Bruno. Você foi e continuará sendo para todos nós, um eterno exemplo”.

João Doria
Governador do Estado de São Paulo

(Com: Rádio Grandes Lagos e Portal Terra)

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